Memória
Costurando esperança em tempos de incerteza
A história de Domenica Zapone — uma mulher cuja vida se entrelaça não apenas com as tramas do tecido, mas com as linhas da própria resiliência humana.
Em 11 de maio de 1919, nascia Domenica Zapone, uma mulher cuja história se entrelaça não apenas com as tramas do tecido, mas com as linhas da própria resiliência humana.
Em meio aos anos turbulentos da Segunda Guerra Mundial, Domenica — como tantos imigrantes italianos no Brasil — enfrentou o medo trazido pelos ecos do conflito e a ameaça constante de perseguições. Era um tempo em que sobrenomes estrangeiros podiam despertar suspeitas.
Para proteger a si e aos seus, ela adaptou seu nome para Domingas, abrasileirando a identidade sem jamais abandonar suas raízes.
As Mulheres Zapone
Maria, Domenica, D. Thereza e Angelina — Eng. Schmidt, SP, 1939
Enquanto o mundo se fragmentava, Domenica encontrou na costura uma maneira de reconstruir seu universo. Com mãos firmes e olhar atento, passou a confeccionar peças sob medida e camisas de alfaiataria que eram vendidas nas feiras livres pelo seu filho, Moacir Garabetti.
Cada camisa que saía de suas mãos carregava mais do que linhas e tecidos: levava consigo um pedaço da coragem e da esperança que ela tecia silenciosamente em casa.
Em tempos de recessão e incerteza, foi o talento de Domenica que sustentou sua família. Enquanto muitos viam apenas a escassez, ela enxergava, entre linhas e botões, caminhos de dignidade.
Talvez um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória tenha acontecido em 1951, quando, já adulta e mãe de família, Domenica conquistou algo raro para mulheres de sua geração: formou-se professora de costura.
Para alguém que, como tantas imigrantes da época, mal havia frequentado a escola, esse diploma representava muito mais do que uma qualificação — era a consagração de sua competência, de sua vocação, e também da sua determinação em seguir se aprimorando mesmo diante dos obstáculos.
Sua estética era simples, mas sua disciplina era nobre.
Domenica Zapone não foi apenas uma costureira. Foi uma construtora de futuros, uma mulher que costurou, com cada ponto, um exemplo de coragem para as gerações que a sucederam.
Ela ensinou que a beleza mora nos detalhes e que vestir bem é um ato de dignidade. E foi observando seus gestos, suas escolhas e sua ética silenciosa que aprendemos o que significava realmente criar com propósito.
Hoje, cada camisa Zapone que veste um homem contemporâneo carrega consigo esse legado silencioso de determinação, trabalho artesanal e respeito às raízes. Vestir-se bem é, para nós, honrar aqueles que, mesmo nos momentos mais sombrios, nunca deixaram de acreditar na força do trabalho e na elegância da esperança.
Quando falamos em "DNA da marca", falamos dela. Da costureira que moldou a história de uma família com linha, agulha e coragem.
Em memória e celebração, 11 de maio será sempre, para nós, o Dia da Força das Mulheres Zapone.
Ribeirão Preto, 2021
Foi observando Domenica em seu ateliê que Moacir Zapone, ainda criança, descobriu o que significava criar com propósito. Décadas depois, esse mesmo neto fundou a Sartoria Zapone para retomar o legado da avó — não como nostalgia, mas como continuidade viva de uma obra interrompida pelo tempo.
A Zapone é a guardiã dessa memória. Quando escolhemos o Algodão Pima Peruano ou a tecnologia Prime Twill, não estamos apenas tentando vender uma camisa melhor. Estamos honrando o padrão de exigência que Domingas teria se estivesse aqui.
A Zapone nasceu do desejo de resgatar a essência da elegância masculina — um tempo em que vestir-se bem era um gesto de respeito, confiança e ambição. A Zapone existe para o homem que entende que elegância não é ostentação, é silêncio, postura e permanência.
Produzimos camisas clássicas, duráveis e com caimento perfeito, pensadas para atravessar o tempo e as tendências. Cada peça é desenvolvida no Brasil com tecidos nobres e modelagem italiana, equilibrando conforto, estrutura e sofisticação.
Acreditamos que o que você veste comunica quem você é, antes mesmo da primeira palavra. Por isso, cada camisa Zapone é feita para expressar autoridade, credibilidade e respeito, sem precisar chamar atenção.
Vestir Zapone é vestir o que o tempo não apaga — o estilo que permanece. Não somos uma linha de produção em massa. Somos uma família vestindo a sua.
Bem-vindo ao nosso legado.

Fundador & Estilista — Neto de Domenica
"Honrando o passado em cada ponto de costura"
Moacir Zapone, neto de Domenica, passou os dias da infância acompanhando a avó em seu ateliê. Foi ali, entre o som da máquina de costura e o rigor de cada acabamento, que aprendeu o que significava criar com propósito — observando seus gestos, suas escolhas e sua ética silenciosa.
Em 2021, movido pela memória daqueles dias e pela certeza de que aquele legado merecia continuar, Moacir fundou a Sartoria Zapone para retomar a obra de Domenica. Cada peça que cria hoje carrega a coragem da avó, sua disciplina nobre, e a convicção de que vestir-se bem é um ato de dignidade.
Você já conhece nossa história. Agora, deixe sua peça Zapone contar a história que você deseja comunicar.
Explorar ColeçãoA costureira que moldou a história de uma família com linha, agulha e coragem.